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	<title>SedeDeQuê?</title>
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	<description>A arte para garantir os direitos humanos das mulheres</description>
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		<title>Nova medida provisória pode criar patrulha contra o aborto</title>
		<link>http://sededeque.com.br/2012/02/nova-medida-provisoria-pode-criar-patrulha-contra-o-aborto/</link>
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		<pubDate>Thu, 16 Feb 2012 18:05:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jana Leslão</dc:creator>
				<category><![CDATA[Feminismo]]></category>

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		<description><![CDATA[por Clara Roman MP cria polêmico cadastro para gestantes e pode aumentar criminalização das mulheres, ressuscitando debate sobre aborto parado desde a campanha. Foto: Elisa Garcia/Flickr Uma Medida Provisória elaborada pelos ministérios da Saúde e da Fazenda e assinada pela presidenta Dilma Rousseff chegou ao Congresso Nacional, no fim do ano passado, e criou uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_67433"><a href="http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2012/02/gr%C3%A1vida.jpg"><img src="http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2012/02/gr%C3%A1vida-300x200.jpg" alt="aborto" width="300" height="200" /></a></p>
<p><strong>por Clara Roman</strong></p>
<p><span style="color: #800080;"><em><strong>MP  cria polêmico cadastro para  gestantes e pode aumentar criminalização  das mulheres, ressuscitando  debate sobre aborto parado desde a campanha.  Foto: Elisa Garcia/Flickr</strong></em></span></p>
</div>
<p>Uma Medida Provisória elaborada pelos ministérios da Saúde e da   Fazenda e assinada pela presidenta Dilma Rousseff chegou ao Congresso   Nacional, no fim do ano passado, e criou uma polêmica inesperada.</p>
<p>Editada em 26 de dezembro, com a Câmara já em recesso, a MP 557 criou   o “Sistema Nacional de Cadastro, Vigilância e Acompanhamento da   Gestante”, com o objetivo de diminuir a mortalidade materna.</p>
<p>O medo de militantes do movimento feminista é de que esse registro   possa aumentar a pressão sobre mulheres grávidas e criar uma vigilância   maior sobre as gestantes.</p>
<p>A MP, ainda que não tenha qualquer relação com a legalização do   aborto, pode aumentar o controle sobre mulheres que realizaram o   procedimento, ao fornecer mecanismos para que se obtenha a relação de   mulheres que engravidaram e, posteriormente, não tiveram seus filhos. Em   outras palavras, o projeto poderá criminalizar a prática do ato em   razão de um possível patrulhamento sobre a gestante.</p>
<p>Um sinal disso é que a medida é aplaudida por deputados da bancada evangélica.</p>
<p>Além do cadastro, um ponto de discordância era o termo “nascituro”,   que remete a um termo jurídico inconstitucional, ao atribuir direitos   civis ao feto e associado ao “Estatuto do Nascituro”, um outro projeto   de lei que proíbe o aborto até em situações que a prática é permitida.</p>
<p>Após uma reunião do Conselho de Saúde, com a presença do ministro   Alexandre Padilha, em 27 de janeiro, o termo foi retirado do texto, por   solicitação do movimento feminista, presente no encontro. Mesmo assim, o   movimento ainda tem uma série de reivindicações, inclusive de  deputados  do PT.</p>
<p><strong>Leia mais:</strong><br />
<strong>Nova ministra, velho tabu<br />
Dilma Rousseff: ‘Nos engajamos na luta contra a ditadura, fomos presas, torturadas, vivemos na mesma cela’<br />
‘Minha posição pessoal já não interessa’, diz nova ministra<br />
O frei e o aborto</strong></p>
<p>A MP cria um benefício de 50 reais para as gestantes que necessitarem   de um auxílio-transporte para a realização do pré-natal. O problema é   que a relação de todas as beneficiárias será exposta na internet.   Segundo a deputada Janete Pietá (PT-SP), o cadastro não respeita as   informações individuais da vida pessoal das mulheres e de sua   privacidade. “Estas informações podem ser usadas para perseguições ou   criminalização”, diz ela.</p>
<p>Na semana passada, a bancada feminina se reuniu para discutir o que   deve ser feito. No encontro, as parlamentares afirmaram estar de acordo   com a preocupação do governo federal em reduzir a mortalidade materna,   um dos objetivos do milênio estabelecido pela ONU. A divergência é   justamente em relação ao formato: nem todas as deputadas concordam com o   cadastro e com o auxílio econômico.</p>
<p>Pietá lembra que já existem programas governamentais, como o Rede   Cegonha, estratégia do SUS para garantir atendimento de qualidade para   gestantes e recém-nascidos. Algumas deputadas consideram que a quantia   de 50 reais é válida em pequenas cidades, mas que nos grandes centros é   insuficiente. Outro argumento contra a MP é de que gravidez não é   catástrofe nem doença para ser tratada como Medida Provisória, um   recurso do executivo para acelerar processos legislativos quando há   urgência.</p>
<p>“Se tem uma bancada feminina atuante, faltou diálogo. A forma técnica extrapolou os objetivos”, afirma Janete.</p>
<p>Nas próximas semanas, a ideia é conversar com o presidente da Câmara   Marco Maia e os ministros da saúde Alexandre Padilha, das Relações   Institucionais Ideli Salvatti e com a nova ministra da Secretaria de   Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci e tentar chegar a uma   solução para o impasse.</p>
<p>Os encontros devem ser feitos no próximo mês. A Marco Maia deve ser   feito o pedido para que a escolha de um relator para o projeto seja   adiada. Uma das possibilidades é que a votação seja marcada para 31 de   maio, quando a MP perde sua eficácia – obrigando, portanto, que o tema   seja tratado de outra forma.</p>
<p>Ainda que a associação com o debate sobre criminalização/legalização   do aborto não seja direta, quem acompanha de perto a questão no governo   vê uma tentativa de retomar a discussão. Desde a campanha de Dilma   Rousseff em 2010, quando se tornou barganha da disputa eleitoral, a   discussão ficou travada, tanto na esfera legislativa quanto do   Executivo.</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.cartacapital.com.br/politica/o-fantasma-volta-a-circular-em-brasilia/">http://www.cartacapital.com.br/politica/o-fantasma-volta-a-circular-em-brasilia/</a></p>
<p>::</p>
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		<title>A “defesa do direito ao aborto” e a “defesa do aborto”</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Feb 2012 19:56:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jana Leslão</dc:creator>
				<category><![CDATA[Feminismo]]></category>

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		<description><![CDATA[por Leonardo Sakamoto É com esperança que recebi a notícia de que a professora Eleonora Menicucci assume como ministra-chefe da Secretaria de Políticas para as Mulheres, não apenas por conta de sua trajetória como militante política durante os anos de chumbo e como respeitada acadêmica, mas também por sua forte atuação no movimento feminista. Ao [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.catolicas.org.br/uploads/imagem/eleonora%20iriny.jpg" alt="" width="400" height="280" /></p>
<p><strong>por Leonardo Sakamoto</strong></p>
<p>É com esperança que recebi a notícia de que a professora Eleonora   Menicucci assume como ministra-chefe da Secretaria de Políticas para as   Mulheres, não apenas por conta de sua trajetória como militante  política  durante os anos de chumbo e como respeitada acadêmica, mas  também por  sua forte atuação no movimento feminista.</p>
<p>Ao noticiar a posição pessoal da nova ministra de “defesa do direito   ao aborto”, parte da imprensa falou simplesmente em “defesa do aborto”.   Bem, só quem é jornalista e esteve em um fechamento sabe o que é ter  um  chefe bufando no seu cangote, exigindo a página fechada, enquanto   procura fazer caber uma ideia inteira em um espaço tão exíguo quanto   aquele reservado ao título ou à manchete. Mas, caros colegas, temos que   tomar cuidado. Defesa do direito ao aborto é diferente de defesa do   aborto.</p>
<p>Não há defensora ou defensor do direito ao aborto que ache a   interrupção da gravidez uma coisa fácil e divertida de ser feita,   equiparada a ir à padaria para comprar um Chicabon. Também não seriam   formadas filas quilométricas na porta do SUS feito um drive thru de fast   food de pessoas que foram vítimas de camisinhas estouradas. Também não   há pessoa em sã consciência que defenda o aborto como método   contraceptivo. Aliás, essa ideia de jerico aparece muito mais entre as   justificativas daqueles que se opõem à ampliação dos direitos   reprodutivos e sexuais do que entre os que são a favor. A interrupção de   uma gravidez é um ato traumático para o corpo e a cabeça da mulher,   tomada após uma reflexão sobre uma gravidez indesejada ou de risco.</p>
<p>Defender o direito ao aborto não é defender que toda gestação deva   ser interrompida (nem sei porque estou gastando pixels explicando algo   que deveria ser óbvio, mas vá lá). E sim que as mulheres tenham a   garantia de atendimento de qualidade e sem preconceito por parte do   Estado se fizerem essa opção.</p>
<p>Hoje, o “direito” ao aborto depende de quanto você tem na conta   bancária. Afinal de contas, mulher rica vai à clínica, paga R$ 4 mil e   pronto. Mulher pobre se vale de objetos pontiagudos ou remedinhos   vendidos a torto e direito sem controle e que podem levar a danos   permanentes. A discussão não é quando começa a vida, sobre isso   dificilmente chegaremos ao um consenso, mas as mulheres que estão   morrendo nesse processo. Negar o “direito ao aborto” não vai o diminuir o   número de intervenções irregulares, eles vão acontecer legal ou   ilegalmente. Abortos mal feitos causam 9% das mortes de mulheres   grávidas, 25% dos casos de esterilidade e são a quinta causa de   internação hospitalar de mulheres, e acordo com dados da própria   Secretaria de Políticas para as Mulheres.</p>
<p>Mas aborto é mais do que um problema de saúde pública. Negar a uma   mulher o direito a realizá-lo é equivalente a dizer que ela não tem   autonomia sobre seu corpo, que não é dona de si. “Ah, e o corpo do   embrião/feto que está dentro dela, seu japonês endemoniado do capeta?”   Na minha opinião – e na de vários outros países que reconheceram esse   direito, ela tem sim prevalência a ele.</p>
<p>Defendo incondicionalmente o direito da mulher sobre seu corpo (e o   dever do Estado de garantir esse direito). É uma vergonha ainda   considerarmos que a mulher não deve ter poder de decisão sobre a sua   vida, que a sua autodeterminação e seu livre-arbítrio devem passar   primeiro pelo crivo do poder público e ou de iluminados guardiões dos   celeiros de almas, que decidirão quais os limites dessa liberdade dentro   de parâmetros. Parâmetros estipulados historicamente por…homens, veja   só.</p>
<p>É extremamente salutar que todos os credos tenham liberdade de   expressão e possam defender este ou aquele ponto de vista. Mas o Estado   brasileiro, laico, não pode se basear em argumentos religiosos para   tomar decisões de saúde pública ou que não garantam direitos   individuais. A justificativa de que o embrião tem os mesmos direitos de   uma cidadã nascida é, no mínimo, patético. Dá vontade de fazer cafuné  em  quem defende isso e explicar, pausadamente, que não se pode defender   que minhas crenças, físicas ou metafísicas, se sobreponham à dignidade   dos outros.</p>
<p>Nesse sentido, desejo boa sorte à Eleonora. Que ela lute o bom   combate, mesmo considerando que, como ministra, terá atuação bem mais   limitada <a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff0703200503.htm" target="_blank">do que como militante</a>,   tendo que buscar apoio no Legislativo, no Judiciário e em setores do   próprio Executivo. Mas peço a ela que ignore as ladainhas partidárias (a   ditadura do comportamento não é monopólio de determinado grupo  político  – se vocês soubessem a quantidade de homens que vomitam  progressismo  publicamente e são tiranos dentro de casa…) e os que  criticam sem  pensar. Perdoe-os, eles não sabem o que falam.</p>
<p>Fonte: <a href="http://blogdosakamoto.uol.com.br/2012/02/07/a-defesa-do-direito-ao-aborto-e-a-defesa-do-aborto/">Blog do Sakamoto</a></p>
<p>::</p>
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		<title>Pró-aborto, nova ministra das Mulheres focará combate à violência</title>
		<link>http://sededeque.com.br/2012/02/pro-aborto-nova-ministra-das-mulheres-focara-combate-a-violencia/</link>
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		<pubDate>Tue, 07 Feb 2012 18:57:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jana Leslão</dc:creator>
				<category><![CDATA[Feminismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Para Eleonora Menicucci de Oliveira, companheira de cela e torturas de Dilma Rousseff, legalizar aborto é questão de saúde pública, mas quem decide é Congresso. Ela garante que gestão na Secretaria de Políticas para as Mulheres será de diálogo com movimentos feministas e que prioridade irá para implementação efetiva da lei Maria da Penha contra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.catolicas.org.br/uploads/imagem/Eleonora%20Menicucci%20de%20Oliveira.jpg" alt="" width="500" height="375" /></p>
<h1></h1>
<h2>Para Eleonora Menicucci de Oliveira, companheira de cela e  torturas de Dilma Rousseff, legalizar aborto é questão de saúde  pública, mas quem decide é Congresso. Ela garante que gestão na  Secretaria de Políticas para as Mulheres será de diálogo com movimentos  feministas e que prioridade irá para implementação efetiva da lei Maria  da Penha contra violência de gênero.</h2>
<p><strong>por Najla Passos</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Brasília</strong> &#8211; Presa e torturada política  durante os anos de chumbo, a nova ministra-chefe da Secretaria de  Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci de Oliveira, tem uma  posição pública, histórica e contundente a favor da descriminalização do  aborto. Apesar disso, não pretender transformar o tema em bandeira no  cargo que assumirá na próxima sexta-feira (10), no lugar da deputada  Iriny Lopes, que tentará ser prefeita de Vitória (ES) pelo PT em  outubro.</p>
<p>“A partir do momento que aceitei ser governo, minha  opinião pessoal não interessa. A matéria sobre a legalização do aborto  diz respeito ao Legislativo”, afirmou Eleonora nesta terça-feira (7), em  entrevista coletiva na qual foi oficialmente apresentada.</p>
<p>Consciente  da polêmica em torno do assunto no país, como se viu na eleição  presidencial de 2010, a nova ministra reitera seu posicionamento pessoal  com a clareza de quem confia no poder de convencimento de uma  informação qualificada.</p>
<p>“O aborto não é uma questão ideológica,  mas de saúde pública, como o crack, as drogas, a dengue, a aids. É a  quarta causa de mortalidade materna e a quinta de internações no SUS<em> [Sistema Único de Saúde]</em>&#8220;, disse Eleonora, para quem qualquer pessoa de bom senso reconhece que mulheres morrem em decorrência de abortos clandestinos.</p>
<p>Desde  2008 integrante de um grupo de estudos sobre aborto na Sociedade  Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), explicou: “Se o projeto  sair da gaveta, o governo acompanhará, mas a responsabilidade pela sua  aprovação é da sociedade civil, dependerá da pressão que ela fará”.</p>
<p>A  organização da sociedade civil para influir nas decisões governamentais  é, aliás, vista com muito bons olhos pela futura ministra, que promete  manter um diálogo franco com os movimentos sociais.</p>
<p>Como  exemplo, citou a recente alteração no texto da medida provisória que  criava um cadastro obrigatório para gestantes e “nasciturnos”, para fins  de atendimento no SUS.</p>
<p>O movimento feminista entendeu que a  introdução do termo “nasciturno” na política pública abriria a  possibilidade de o governo controlar a prática de aborto no país.</p>
<p>Em  conversa com Dilma na passagem da presidenta pelo Fórum Social Temático  em Porto Alegre (RS), ficou acertado que a MP mudaria, o que já  ocorreu. “A sociedade civil, neste caso, teve um papel fundamental.  Chamou a atenção para o problema e o governo a ouviu. Foi um bom exemplo  do diálogo respeitoso”, afirmou a ministra.</p>
<p>Segundo Eleonora,  mineira de 67 anos, a “prioridade zero” da sua gestão será o combate à  violência de gênero que, para ela, precisa ser ampliado nos estados e  municípios e assumido como bandeira pelo Judiciário.</p>
<p>“O papel do  governo federal é o de assessoramento, controle e monitoramento. E isso  ele vem cumprindo bem”, disse a socióloga, reiterando que sua gestão  será de continuidade a aprimoramento do trabalho que já vem sendo  desenvolvido na pasta.</p>
<p>Eleonora, porém, não poupou o poder  público de críticas contundentes por permitir que, ainda hoje no Brasil,  mulheres sejam vítimas de violência de gênero.</p>
<p>Questionada se a  Lei Maria da Penha precisa ser revista, foi enfática. “Precisa é ser  implantada. É inadmissível que a fala de uma mulher não seja  respeitada”, disse, se referindo à burocracia exigida pelas delegacias e  pelo Judiciário para aprovar medidas de proteção, em casos de ameaça.</p>
<p>Eleonora  é amiga de longa data da presidenta Dilma Rousseff. As duas foram  vizinhas em Belo Horizonte (MG), cursaram a mesma universidade e  dividiram uma cela durante a ditadura militar, quando ambas foram presas  e torturadas por defender a democracia.</p>
<p>“Quem passou pelo que  passamos na ditadura cresce, amadurece e não esquece nunca. São marcas  que nos tornam mais fortes. E o tornar mais forte também nos torna mais  sensíveis ao debate, sensíveis à espera sem se sentar numa cadeira  esperando a banda passar. É uma espera com ação. Uma coisa que se  aprende no íntimo de cada um de nós na tortura e na cadeia é a  solidariedade”, disse Eleonora.</p>
<p>A futura ministra, porém, foi  categórica ao afirmar que a sua militância e o seu trabalho acadêmico é  que a credenciam para assumir a pasta. “Ter vivido a ditadura e abraçado  a causa da luta pelas mulheres me dá muito orgulho. E é por isso que  estou aqui. Não aceitaria o cargo e nem a presidenta Dilma me convidaria  só por sermos amigas”.</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19566">Carta Maior<br />
</a></p>
<p>::</p>
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		<title>Cadê a mãe dessa criança?</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Feb 2012 18:42:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jana Leslão</dc:creator>
				<category><![CDATA[Feminismo]]></category>

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		<description><![CDATA[por Artemis Keladeine Sejamos sinceras: filho dá trabalho. Muito trabalho, a ponto de precisar de palavrão pra descrever o quanto. E aparentemente o mundo se esquece que agora a mulher trabalha fora de casa. As famílias mudaram – estão diferentes, existe mais flexibilidade nos papéis e responsabilidades. Mas tem gente parada no século passado, e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3><a title="Artemis Keladeine" href="http://blogueirasfeministas.com/author/miladyartemis/">por Artemis Keladeine</a></h3>
<p>Sejamos sinceras: filho dá trabalho. Muito trabalho, a ponto de   precisar de palavrão pra descrever o quanto. E aparentemente o mundo se   esquece que agora a mulher trabalha fora de casa. As famílias mudaram –   estão diferentes, existe mais flexibilidade nos papéis e   responsabilidades. Mas tem gente parada no século passado, e a mãe que   trabalha fora de casa é considerada o elemento desestruturador da   família.</p>
<div id="attachment_7697"><a href="http://memezinhodamamae.blogspot.com/2012/01/eis-questao.html"><img title="memezinho_mae" src="http://blogueirasfeministas.com/wp-content/uploads/2012/02/memezinho_mae.jpg" alt="" width="559" height="718" /></a><em><strong>Por Jamila Maia no blog Memezinho da Mamãe</strong></em></p>
</div>
<p>Se a mãe passa fora de casa tanto ou mais tempo que o pai (por   necessidade de renda ou desejo da mulher), não chega a ser nem   *minimamente* justo que uma criança seja responsabilidade apenas da mãe.   Aliás, mesmo se não ela passar o dia fora, o pai é tão responsável   quanto ela – talvez com menos tempo, mas ainda assim.</p>
<p>Por alguma razão obscura, acredita-se que um homem – aquele do sexo   masculino – seja incapaz de cuidar de uma criança ou bebê. As   explicações sempre beiram alguma infantilização (ou idiotização) do   adulto em questão, ou então explicações duvidosas de origem supostamente   biológica; essas justificativas passam também pela sacralização da   maternidade: o Evento que transformará a mulher em uma Mãe, criatura   dotada de onipresença, onipotência, onisciência, sabedoria,   sensitividade e amor incondicional. Infelizmente o parto não faz o   download do software soufoda.exe.</p>
<p>Isto não faz sentido. Somos mulheres, não super heroínas. É   necessário repensar as divisões de tarefas, que devem ser mais justas e   conforme as habilidades e/ou paciência e/ou disponibilidade de cada um   dos dois, independente de ser “tarefa de homem” ou “tarefa de mulher”. O   feminismo vem para ser igualitário com os sexos, e adivinhe, isso   significa que o homem macho do sexo masculino pode ser pai. Pai não está   fazendo favor trocando fralda, cantando, desenhando. Pai não está   fazendo favor faltando ao trabalho pra levar no médico ou para cuidar de   menino febril. Não é ser superpai sair sozinho com criança, levar na   escola. É o mínimo.</p>
<p>Esta tal “família desestruturada” tem que ser revista. Desestruturada   de que, mesmo? A culpa é da mulher, é? Como assim a mãe tem que ter   dupla e tripla jornada? Acorda mais cedo pra fazer café da manhã, leva   pra escola sozinha, trabalha, limpa sozinha. Aceitamos não. Quer dizer, o   pai tem todo o direito de não cuidar da lição de casa e sair pra beber   cerveja. A mãe tem obrigação de cuidar de tudo, é isso?</p>
<p>Por outro, muitas vezes são as mulheres – sim, aquelas do sexo   feminino – que minam a pouca confiança que os papais poderiam ter antes   de serem questionados. Pai precisa de confiança, pai precisa ter tempo   pra aprender – igualzinho à mãe. Sim, pai não é igual mãe: vai cuidar   diferente, assim como a mãe cuida diferente do que faz a avó, ou a tia,   ou a berçarista.</p>
<p>Um sintoma clássico é que em várias escolas sempre vem na agenda da   criança o recadinho “para mamãe”. Todos os pais já passaram por várias   situações em que as pessoas perguntavam do paradeiro da mãe da criança.   Velhinhas no ônibus, pediatras, além da geral mostrando surpresa  porque,  pasmem, um homem consegue fazer dormir, trocar fralda, dar  comida  sozinho. Com naturalidade e sem ser “ajuda”. Ao contrário do que  se  pensa por aí, homens não são incompetentes – eles não nascem  sabendo e  nem a gente, e eles podem ser ótimos cuidadores.</p>
<p>Precisamos mudar, precisamos de licença paternidade flexível e maior,   precisamos dar oportunidade (e também cobrar!) atitude dos pais – sim,   aqueles do sexo masculino. Eles não são idiotas e já são grandinhos o   suficiente para assumirem sua parcela de responsabilidade da família.</p>
<p>Sabe onde está a mãe dessas crianças? Trabalhando, passeando, não   importa. Importa que as crianças estão muito bem cuidadas pelo pai. E   cada vez que você vir uma mãe cuidando sozinha de uma criança se   pergunte: e cadê o pai dessa criança que não divide os cuidados?</p>
<p>Texto feito com pitacos da <a href="http://blogueirasfeministas.com/author/deh/" target="_blank">Deh Capella</a> e um curtir da <a href="http://amanditas.wordpress.com/" target="_blank">Amanda Vieira</a>.</p>
<p>Dica de blog: <a href="http://memezinhodamamae.blogspot.com/" target="_blank">Memezinho da Mamãe – humor de mãe para mãe</a>.</p>
<p>Fonte: <a href="http://blogueirasfeministas.com/2012/02/cade-a-mae-dessa-crianca/">Blogueiras Feministas</a></p>
<p>::</p>
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		<item>
		<title>Pregnant man?!</title>
		<link>http://sededeque.com.br/2012/02/pregnant-man/</link>
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		<pubDate>Thu, 02 Feb 2012 02:37:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jana Leslão</dc:creator>
				<category><![CDATA[Feminismo]]></category>

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		<description><![CDATA[(legendado em inglês) When a man discover that he is pregnant, he asks for help to his best friend and talk about this to the ordinary people in the street. Watch to believe! ———————————————- This video was made by Catholic Women for the Right to Decide – Brazil. ———————————————- In Brazil the abortion is forbidden [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>(legendado em inglês)</strong></p>
<p>When a man discover that he is pregnant, he asks for help to his best   friend and talk about this to the ordinary  people in the street.  Watch  to believe!<br />
———————————————-<br />
This video was made by Catholic Women for the Right to Decide – Brazil.<br />
———————————————-<br />
In  Brazil the abortion is forbidden and it is not punished only in two   cases: if the pregnant’s life is in risk or if the pregnancy resulted   from a rape. About one million of insecure abortion are made in Brazil   every year and poor and young women die because they try to abort even   they having the risk to go to jail or die.<br />
If a man could become pregnant, would the abortion still be prohibited?<br />
Legalize abortion in Brazil and Latin America is necessary and urgent: we must save these women’s lifes!</p>
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		<title>Hombre embarazado??</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Feb 2012 02:29:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jana Leslão</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Un hombre se queda embarazado y pregunta a un amigo o que debe hacer&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Un hombre se queda embarazado y pregunta a un amigo o que debe hacer&#8230;</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/P4xMS8WFj6E&amp;list" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350" src="http://www.youtube.com/v/P4xMS8WFj6E&amp;list"></embed></object></p>
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		<title>Última apresentação do teatro de rua pela legalização do aborto &#8211; 01/12/2011</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Feb 2012 02:24:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jana Leslão</dc:creator>
				<category><![CDATA[Feminismo]]></category>

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		<description><![CDATA[No dia 1º de Dezembro de 2011 aconteceu na Praça da Sé a apresentação da última encenação de teatro de rua pela legalização do aborto, dentro do projeto patrocinado pelo Fundo Elas e realizado em parceria com Católicas pelo Direito de Decidir e o Grupo de Teatro Impávida Trupe. Neste dia, numa das praças mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="../wp-content/uploads/2012/02/71-DSC002121.jpe"><img title="71 - DSC00212" src="../wp-content/uploads/2012/02/71-DSC002121.jpe" alt="" width="320" height="240" /></a></p>
<p>No dia 1º de Dezembro de 2011 aconteceu na Praça da Sé a apresentação da  última encenação de teatro de rua pela legalização do aborto, dentro do  projeto patrocinado pelo Fundo Elas e realizado em parceria com  Católicas pelo Direito de Decidir e o Grupo de Teatro Impávida Trupe.</p>
<p>Neste dia, numa das praças mais movimentadas de São Paulo, retrato vivo  da exclusão social em que vivem, ainda, tantas pessoas nessa cidade, se  formou uma grande roda para ver uma peça que falou sobre Justiça Social e  Aborto. E fazer a relação entre ambos os assuntos é tão importante  quanto falar sobre qualquer outro assunto. Porque envolve direitos e  porque envolve injustiça social, este entrave que impede tantas mulheres  e homens de serem cidadãos e de terem vidas dignas. Mas quando falamos  de aborto, estamos levantando questões que atingem diretamente, todas as  mulheres brasileiras e do mundo. Estamos falando sobre como as mulheres  pobres, e em sua maioria negras (70% da população pobre do mundo são  mulheres negras), sofrem diariamente com o abandono dos homens que as  engravidam e fogem, com a falta de políticas públicas que lhes  distribuam de forma fácil e universal métodos contraceptivos, com o  despreparo e o preconceito dos agentes de saúde e médicos dos serviços  públicos de saúde que não lhes dão um atendimento digno e humanitário,  com os remédios abortivos falsificados, com métodos de aborto inseguros  que podem lhes deixar estéreis ou lhes matar e com a criminalização  dessas mulheres que praticam o aborto país e mundo afora, principalmente  nos países pobre e onde interromper uma gravidez não é legal e seguro.</p>
<p>Criminalizar o aborto é também criminalizar a mulher pobre. Sabemos que  as mulheres de classe média e alta podem pagar por procedimentos em  clínicas particulares clandestinas ou ainda viajar para países onde o  aborto é legalizado, embora lutemos para que essas mulheres e todas as  outras brasileiras tenham o direito de interrromper uma gravidez, se  assim ela decidir, por resolver que não estão preparada e não desejam a  maternidade naquele momento de suas vidas. Porém, como são as mulheres  pobres que sofrem a humilhação nos hospitais, que são presas ou que  morrem por um aborto inseguro e mal feito, o assunto além de ser tratado  como de saúde pública também é um assunto de  justiça social.</p>
<p>Ao final desta última apresentação deste projeto de Católicas pelo  Direito de Decidir, ficou a lembrança da intervenção de um senhor  simples com palavras simples, que nos emocionou profundamente quando  falou do direito das mulheres ao próprio corpo e do abandono das  mulheres pelos homens. Um feminista!</p>
<p>Durante o ano de 2011 falamos em praças pública, para pessoas comuns,  cidadãs e cidadãos como nós. Ouvimos, debatemos, esclarecemos, tiramos  dúvidas, mostramos dados. Colhemos palavras indignadas, palavras de  apoio e principalmente plantamos a semente da reflexão. É preciso  debater sobre a saúde da mulher brasileira, sobre o direito que toda  mulher deve ter para decidir seu futuro e o exato momento em que cada  uma deseja ser mãe. A maternidade deve ser uma escolha e não uma  punição.</p>
<p>O resultado foi a aproximação entre um assunto complexo, nada simples e a  sociedade, o povo. E temos convicção que obtivemos um excelente  resultado.</p>
<p>Um grande abraço,<br />
Equipe Católicas Pelo Direito de Decidir</p>
<p><strong> Saiba Mais</strong></p>
<p><span style="color: #800080;"><strong> Aqui as fotos desta última apresentação na Praça da Sé, no primeiro dia de Dezembro de 2011:</strong></span></p>

<a href='http://sededeque.com.br/2012/02/ultima-apresentacao-do-teatro-de-rua-pela-legalizacao-do-aborto-01122011/1-dsc00133/' title='1 - DSC00133'><img width="150" height="150" src="http://sededeque.com.br/wp-content/uploads/2012/02/1-DSC00133-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="1 - DSC00133" title="1 - DSC00133" /></a>
<a href='http://sededeque.com.br/2012/02/ultima-apresentacao-do-teatro-de-rua-pela-legalizacao-do-aborto-01122011/2-dsc00217/' title='2 - DSC00217'><img width="150" height="150" src="http://sededeque.com.br/wp-content/uploads/2012/02/2-DSC00217-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="2 - DSC00217" title="2 - DSC00217" /></a>
<a href='http://sededeque.com.br/2012/02/ultima-apresentacao-do-teatro-de-rua-pela-legalizacao-do-aborto-01122011/3-dsc00135/' title='3 - DSC00135'><img width="150" height="150" src="http://sededeque.com.br/wp-content/uploads/2012/02/3-DSC00135-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="3 - DSC00135" title="3 - DSC00135" /></a>
<a href='http://sededeque.com.br/2012/02/ultima-apresentacao-do-teatro-de-rua-pela-legalizacao-do-aborto-01122011/4-dsc00136/' title='4 - DSC00136'><img width="150" height="150" src="http://sededeque.com.br/wp-content/uploads/2012/02/4-DSC00136-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="4 - DSC00136" title="4 - DSC00136" /></a>
<a href='http://sededeque.com.br/2012/02/ultima-apresentacao-do-teatro-de-rua-pela-legalizacao-do-aborto-01122011/5-dsc00137/' title='5 - DSC00137'><img width="150" height="150" src="http://sededeque.com.br/wp-content/uploads/2012/02/5-DSC00137-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="5 - DSC00137" title="5 - DSC00137" /></a>
<a href='http://sededeque.com.br/2012/02/ultima-apresentacao-do-teatro-de-rua-pela-legalizacao-do-aborto-01122011/6-dsc00217/' title='6 - DSC00217'><img width="150" height="150" src="http://sededeque.com.br/wp-content/uploads/2012/02/6-DSC00217-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="6 - DSC00217" title="6 - DSC00217" /></a>
<a href='http://sededeque.com.br/2012/02/ultima-apresentacao-do-teatro-de-rua-pela-legalizacao-do-aborto-01122011/7-dsc00138/' title='7 - DSC00138'><img width="150" height="150" src="http://sededeque.com.br/wp-content/uploads/2012/02/7-DSC00138-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="7 - DSC00138" title="7 - DSC00138" /></a>
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<a href='http://sededeque.com.br/2012/02/ultima-apresentacao-do-teatro-de-rua-pela-legalizacao-do-aborto-01122011/9-dsc00141/' title='9 - DSC00141'><img width="150" height="150" src="http://sededeque.com.br/wp-content/uploads/2012/02/9-DSC00141-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="9 - DSC00141" title="9 - DSC00141" /></a>
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<a href='http://sededeque.com.br/2012/02/ultima-apresentacao-do-teatro-de-rua-pela-legalizacao-do-aborto-01122011/29-dsc00163/' title='29 - DSC00163'><img width="150" height="150" src="http://sededeque.com.br/wp-content/uploads/2012/02/29-DSC00163-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="29 - DSC00163" title="29 - DSC00163" /></a>
<a href='http://sededeque.com.br/2012/02/ultima-apresentacao-do-teatro-de-rua-pela-legalizacao-do-aborto-01122011/30-dsc00164/' title='30 - DSC00164'><img width="150" height="150" src="http://sededeque.com.br/wp-content/uploads/2012/02/30-DSC00164-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="30 - DSC00164" title="30 - DSC00164" /></a>
<a href='http://sededeque.com.br/2012/02/ultima-apresentacao-do-teatro-de-rua-pela-legalizacao-do-aborto-01122011/31-dsc00165/' title='31 - DSC00165'><img width="150" height="150" src="http://sededeque.com.br/wp-content/uploads/2012/02/31-DSC00165-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="31 - DSC00165" title="31 - DSC00165" /></a>
<a href='http://sededeque.com.br/2012/02/ultima-apresentacao-do-teatro-de-rua-pela-legalizacao-do-aborto-01122011/32-dsc00166/' title='32 - DSC00166'><img width="150" height="150" src="http://sededeque.com.br/wp-content/uploads/2012/02/32-DSC00166-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="32 - DSC00166" title="32 - DSC00166" /></a>
<a href='http://sededeque.com.br/2012/02/ultima-apresentacao-do-teatro-de-rua-pela-legalizacao-do-aborto-01122011/33-dsc00167/' title='33 - DSC00167'><img width="150" height="150" src="http://sededeque.com.br/wp-content/uploads/2012/02/33-DSC00167-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="33 - DSC00167" title="33 - DSC00167" /></a>
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<a href='http://sededeque.com.br/2012/02/ultima-apresentacao-do-teatro-de-rua-pela-legalizacao-do-aborto-01122011/74-dsc00214/' title='74 - DSC00214'><img width="150" height="150" src="http://sededeque.com.br/wp-content/uploads/2012/02/74-DSC00214-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="74 - DSC00214" title="74 - DSC00214" /></a>
<a href='http://sededeque.com.br/2012/02/ultima-apresentacao-do-teatro-de-rua-pela-legalizacao-do-aborto-01122011/75-dsc00214/' title='75 - DSC00214'><img width="150" height="150" src="http://sededeque.com.br/wp-content/uploads/2012/02/75-DSC00214-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="75 - DSC00214" title="75 - DSC00214" /></a>
<a href='http://sededeque.com.br/2012/02/ultima-apresentacao-do-teatro-de-rua-pela-legalizacao-do-aborto-01122011/76-dsc00215/' title='76 - DSC00215'><img width="150" height="150" src="http://sededeque.com.br/wp-content/uploads/2012/02/76-DSC00215-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="76 - DSC00215" title="76 - DSC00215" /></a>
<a href='http://sededeque.com.br/2012/02/ultima-apresentacao-do-teatro-de-rua-pela-legalizacao-do-aborto-01122011/77-dsc00216/' title='77 - DSC00216'><img width="150" height="150" src="http://sededeque.com.br/wp-content/uploads/2012/02/77-DSC00216-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="77 - DSC00216" title="77 - DSC00216" /></a>
<a href='http://sededeque.com.br/2012/02/ultima-apresentacao-do-teatro-de-rua-pela-legalizacao-do-aborto-01122011/78-dsc00216/' title='78 - DSC00216'><img width="150" height="150" src="http://sededeque.com.br/wp-content/uploads/2012/02/78-DSC00216-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="78 - DSC00216" title="78 - DSC00216" /></a>
<a href='http://sededeque.com.br/2012/02/ultima-apresentacao-do-teatro-de-rua-pela-legalizacao-do-aborto-01122011/71-dsc00212-2/' title='71 - DSC00212'><img width="150" height="150" src="http://sededeque.com.br/wp-content/uploads/2012/02/71-DSC002121-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="71 - DSC00212" title="71 - DSC00212" /></a>

<p>Aqui vocês poderão assistir aos vídeos de outras intervenções dentro   deste mesmo projeto de teatro de rua pela legalização do aborto:<br />
<a href="http://youtu.be/tfNV0tcLYCg"><br />
Homem Grávido? &#8211; Largo 13 de Maio, São Paulo, SP</a></p>
<p><a href="http://youtu.be/CiYd1P-4iZ8">O Julgamento</a><br />
<a href="http://youtu.be/89DHpHyU5yo"><br />
Não a obrigue a sofrer!</a></p>
<p><a href="http://youtu.be/C4Jqv8XmCsk">Maternidade deve ser uma escolha! Graffiti pela legalização do aborto</a></p>
<p>Acompanhe o Sede de Quê pelo <a href="https://www.facebook.com/sededeque">Facebook aqui</a> e no <a href="https://twitter.com/#!/sededq">Twitter aqui</a>.</p>
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		<title>Grávida de 11 anos reacende questão do aborto na Argentina</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Jan 2012 15:11:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jana Leslão</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O caso de uma menina de 11 anos grávida, cuja mãe pediu à Justiça que fosse permitida a interrupção da gestação por se tratar de fruto de abusos sexuais, mas inesperadamente desistiu da ideia, reacendeu na Argentina a polêmica sobre a legalização do aborto. Organizações sociais denunciaram nesta sexta-feira que a família da menina, grávida [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O caso de uma menina de 11 anos grávida, cuja mãe pediu à Justiça que  fosse permitida a interrupção da gestação por se tratar de fruto de  abusos sexuais, mas inesperadamente desistiu da ideia, reacendeu na  Argentina a polêmica sobre a legalização do aborto. Organizações sociais  denunciaram nesta sexta-feira que a família da menina, grávida de três  meses, pode ter sofrido pressão, já que sua mãe apresentou-se  inesperadamente nos tribunais da província argentina de Entre Ríos para  desistir do pedido de aborto.</p>
<p>Estela Díaz, representante da <a href="http://www.abortolegal.com.ar/" target="_blank">Campanha Nacional pelo Aborto Seguro e Gratuito</a>,  integrado por várias entidades, indicou à imprensa que “os advogados  (das ONG) estão investigando o tema para tomar providências”. A mãe da  menina, que mudou de parecer depois de uma audiência com o juiz do caso,  Raúl Tomaselli, “foi intimidada, pressionada e manipulada para que  retirasse o pedido de interrupção da gravidez”, indicou por sua vez um  comunicado da Campanha.</p>
<p>A advogada María Benítez, representante legal da família da menina e  do hospital da cidade de San Salvador, apresentara no último dia 16 um  pedido à Justiça de Entre Ríos para que a garota fosse submetida a um  aborto ao argumentar que ela sofreu abuso sexual de um jovem de 17 anos e  que existia risco para sua saúde. O adolescente, que está sendo  investigado por abuso sexual, foi convocado a depor pelo juiz José  Tournour, mas negou-se a dar declarações, disseram porta-vozes  judiciais.</p>
<p>O aborto é proibido por lei na Argentina, salvo em casos de risco  para a vida da mãe ou abuso de mulher incapacitada. Neste segundo caso,  no entanto, a decisão costuma ser da Justiça. A polêmica aumentou depois  que um relatório do Hospital Masvernat, em Entre Ríos, concluiu que a  menina se encontra “em perfeitas condições físicas de enfrentar a  gravidez” e que “o feto também está em muito bom estado do ponto de  vista clínico”.</p>
<p>O relatório, solicitado pelo juiz Tomaselli, foi rejeitado por  diversas organizações sociais. Diferentes projetos para descriminalizar o  aborto começaram a ser analisados no Parlamento argentino em 2011, mas  as discussões ficaram travadas por falta de apoio.</p>
<p>Fonte: <a href="http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5569455-EI8140,00.html" target="_blank">Terra Brasil</a> em 20/01/2012</p>
<h4>Campanha Online Relacionada:</h4>
<p>Adicione sua assinatura na campanha  <strong>“Negar un aborto en caso de violación es ilegal”</strong> :<br />
<a href="http://www.firmasonline.com.ar/peticion/caso-entre-rios-aborto-no-punible/99" target="_blank">http://www.firmasonline.com.ar/peticion/caso-entre-rios-aborto-no-punible/99</a></p>
<p>Fonte: <a href="http://www.abortoemdebate.com.br/wordpress/?p=3110">Aborto em Debate</a></p>
<p>::</p>
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		<title>Leis contra o aborto não impedem disseminação da prática, diz estudo</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Jan 2012 19:27:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jana Leslão</dc:creator>
				<category><![CDATA[Feminismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Da Redação do Sul 21 O argumento de que leis severas contra o aborto reduzem a disseminação da prática foi contestado em um estudo publicado na revista médica The Lancet divulgado nesta semana. Comparando dados de 1995 a 2008, a pesquisa elaborada pelo instituto Guttmacher mostra que as mais altas taxas de abortos estão justamente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h1><img src="http://www.catolicas.org.br/uploads/imagem/cartazaborto.jpg" alt="" width="280" height="330" /></h1>
<p><strong>Da Redação do Sul 21<br />
</strong></p>
<p>O argumento de que leis severas contra o aborto reduzem a   disseminação da prática foi contestado em um estudo publicado na revista   médica <em>The Lancet</em> divulgado nesta semana. Comparando dados de 1995 a 2008, a pesquisa elaborada pelo instituto <em>Guttmacher</em> mostra que as mais altas taxas de abortos estão justamente em regiões com legislação restritiva.</p>
<p>Na América Latina, que tem relativamente o mais alto número de   abortos em todo o mundo, a maioria dos países proíbe a prática, apontou o   estudo. Em 2008, uma média de 32 entre mil mulheres (entre 15 e 44   anos) fizeram aborto na região. No mesmo ano, a taxa da África foi de 29   mulheres. Em contrapartida, na Europa Ocidental – onde a legislação é   mais permissiva -, esse número caiu para 12.</p>
<p>Apesar de mostrar que a quantidade de abortos, após um período de   queda, se estabilizou, o estudo destaca que a prática realizada de   maneira insegura vem crescendo. Em 2008, uma média de 28 mulheres em   cada mil fizeram aborto – uma queda em relação a 1995, quando essa taxa   era de 35 mulheres. O número de gestações interrompidas com práticas  que  apresentam riscos às mulheres cresceu entre os dois períodos   analisados, de 44% em 1995 para 49% em 2008.</p>
<p>“Abortos feitos de acordo com as recomendações médicas têm um baixo   risco de complicações. No entanto, os que são realizados sem essa   preocupação provocam altas taxas de mortalidade materna em todo o   mundo”, destaca a pesquisa.</p>
<p>O estudo chama atenção especialmente para regiões onde os abortos são   realizados apresentando mais perigos para a mulher. Na África, essa   taxa chega a 97% do total de abortos. O continente é seguido pela   América Latina (95%), Ásia (40%), Oceania (15%), Europa (9%) e América   do Norte (menos que 0,5%).</p>
<p>Entre as recomendações relativas à América Latina feitas pelo   Instituto Guttmacher, que é parceiro Organização Mundial da Saúde, estão   um maior investimento em programas de conscientização sobre métodos   contraceptivos e aprimorar e expandir o tratamento no pós-aborto.</p>
<p><strong>Com informações da BBC Brasil</strong></p>
<p><em>Fonte: <a href="http://sul21.com.br/jornal/2012/01/leis-contra-o-aborto-nao-impedem-disseminacao-da-pratica-diz-estudo/">Sul 21</a></em></p>
<p>::</p>
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		<title>Você sabe o que é um estupro?</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Jan 2012 12:37:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jana Leslão</dc:creator>
				<category><![CDATA[Feminismo]]></category>

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		<description><![CDATA[:: por Lis Lemos, no Blogueiras Feministas Carla sentiu um puxão no braço. Quando se virou levou um murro no nariz. Tentou gritar. Logo sentiu algo bem debaixo das costelas e ouviu: “se você gritar eu te mato agorinha mesmo”. Quando ele a jogou no chão sentiu o mato molhado, um cheiro de cocô de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>::</p>
<p><span style="font-size: medium;"><em><strong>por Lis Lemos, no Blogueiras Feministas</strong></em></span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Carla sentiu um puxão no braço. Quando se virou levou um murro no   nariz. Tentou gritar. Logo sentiu algo bem debaixo das costelas e ouviu:   “se você gritar eu te mato agorinha mesmo”. Quando ele a jogou no chão   sentiu o mato molhado, um cheiro de cocô de cachorro e um pedaço de   tronco bem debaixo das suas costas. Pensou em pegar o toco e bater nele.   Levou outro murro e viu, ou sentiu, já não lembrava mais, a arma   encostada na sua cabeça. Ouviu de novo aquela voz nojenta, que não   conseguia identificar: “se mexer de novo, eu te mato, sua vagabunda”.   Vagabunda, piranha, puta foi só o que ouviu dali em diante. Sentiu   aquela mão pesada, grossa, percorrendo seu corpo, quando ele abriu o   botão da sua calça com força começou a chorar. “Cala a boca vadia”.   Sentiu os dedos arrancando sua calcinha, passando pela sua vagina, teve   vontade de vomitar. Ele enfiou o pau dentro dela. Sentia ele  respirando,  arfando em seu pescoço. Depois que ele a penetrou, já não  sentia nada.  Cerrou os dentes. Não pensava mais. Sentia nojo. Ele a  xingava. Passava a  mão por seu corpo, puxou seu cabelo tão forte que  arrancou vários fios  de uma vez só. Ela gritou e levou mais um murro na  boca. Sentiu ele  ejacular, sair de cima dela e falar: “não sai agora  sua vagabunda”.</span></p>
<div id="attachment_7264"><span style="font-size: medium;"><a href="http://www.imdb.com/title/tt0290673/"><img title="irreversible" src="http://blogueirasfeministas.com/wp-content/uploads/2012/01/irreversible-300x150.jpg" alt="" width="300" height="150" /></a></span><span style="font-size: medium;"><strong><em>Cena do Filme Irreversível (2002)</em></strong></span></p>
</div>
<p><span style="font-size: medium;">Não se lembra quanto tempo ficou lá. Queria morrer, só isso. Morrer.   Era a única coisa que esperava da vida agora. Mas não morreu. Teve que   se levantar. Chorava, as pernas tremiam, não conseguiu andar. Estava   descalça, as calças arriadas, a blusa rasgada, sentia a boca toda   dormente, o rosto deveria estar inchado. Andou pela rua, não sabia para   onde ir, pensou em atravessar a rua e morrer atropelada. Seria a   solução. Mas não deixaram. Um taxista parou, ela tremeu toda, imaginou   aquele homem em cima dela de novo; “moça, cê ta bem? Eu levo a senhora   pra delegacia”. O que mais podia piorar? Aceitar ajuda de um estranho já   não lhe causava horror. O homem a levou a uma delegacia. Se sentou num   banco frio, num canto. De lá foi levada para o IML para fazer o exame.   Na delegacia não lhe informaram que ela poderia ir primeiro a um   hospital, tomar os remédios para evitar doenças sexualmente   transmissíveis e pílula do dia seguinte para evitar engravidar. Teve que   reviver aquela coisa asquerosa toda de novo, contando para a psicóloga   da Deam e a delegada. Depois tomou os remédios e foi para casa.</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Não queria ir pra casa. Não queria contar para a mãe e o pai o que   lhe aconteceu. Queria morrer. Só isso. Mas foi para casa, chorou como   uma criança no colo da mãe, ficou envergonhada, achou que tivesse culpa,   “não devia estar andando naquela rua uma hora dessas”, tomou banho,   vomitou, não quis jantar. Sentia um embrulho enorme por dentro. A irmã   estudante de farmácia lhe deu dois calmantes, ela tomou e desmaiou.</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">*****************</span></p>
<div id="attachment_7265"><span style="font-size: medium;"><a href="http://www.imdb.com/title/tt0290673/"><img title="irreversible-2" src="http://blogueirasfeministas.com/wp-content/uploads/2012/01/irreversible-2-300x133.jpg" alt="" width="300" height="133" /></a></span><span style="font-size: medium;"><strong><em>Cena do Filme Irreversível (2002)</em></strong></span></p>
</div>
<p><span style="font-size: medium;">Essa descrição pode ser a história de qualquer uma das milhares de   vítimas de estupro desse país. Aí um deputado, que nunca será vítima de   um crime desses, que faz parte de um grupo que se diz a favor da vida,   resolve criar um <a href="http://www.jornalopcao.com.br/posts/ultimas-noticias/gestantes-vitimas-de-estupro-podem-receber-orientacao-contra-o-aborto" target="_blank">projeto de lei</a> que quer incentivar que mulheres estupradas não façam aborto, “pois essa seria outra violência”.</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Ora, o que se percebe é que esses grupos não têm o menor entendimento   do que é vida. A vida de uma mulher não vale muita coisa para essas   pessoas, mas a vida de algo que pode, ou não, um dia vir a se tornar   gente, ah isso vale muito. Esse tipo de gente, acha que mulher é   cachorro: “ah, tem o filho, depois você dá pra alguém”. Mas também são   os primeiros a crucificar uma mulher que entrega o filho para adoção.   Essas pessoas não acham que mulher seja ser humano, que tem sonhos,   vontades, desejos, responsabilidades, direitos.</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Para gente desse tipo, um estupro é um crime pequeno, algo como tirar   doce de criança. Aliás, de criança não, porque eles gostam mesmo é de   feto. Para eles, toda a violência que uma mulher sofre não é nada,   porque para eles mulher é nada. Aborto, mesmo o previsto em lei, é que é   uma aberração.</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Para o tal deputado que fez essa lei baseada apenas no seu   eleitorado, e que se esquece que como representante do povo, ele não   representa só a sua igreja na Assembleia Legislativa, fica uma dica:   conheça a realidade das mulheres vítimas de violência sexual. Vá a Deam   de Goiânia e veja como chegam lá as mulheres que foram estupradas. Caso   isso ainda não seja suficiente para entender o que um estupro provoca  na  vida de uma mulher, pense se sua mulher ou se sua filha fossem   violentadas por um homem qualquer, na rua ou na igreja que vocês   frequentam. O seu julgamento de que o estupro é um crime menor que um   aborto seria o mesmo?</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Fonte: <a href="http://blogueirasfeministas.com/2012/01/voce-sabe-o-que-e-um-estupro/">Blogueiras Feministas</a></span></p>
<p><span style="font-size: medium;">::</span></p>
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